O valor da nossa história

Pode ser em real, dólar, peso ou euro. O que sabemos é que a maioria das sociedades possui uma moeda para dar valor a objetos, alimentos etc. Porém, conhecer as relações de troca, a importância do dinheiro e sua influência na cultura de alguns países não tem preço! Por isso, as turmas da Agrupada III desenvolveram o projeto “Tesouros do Mundo”, tendo como uma das primeiras ações a visita ao Museu do Crédito Real.

O trabalho de campo foi desenvolvido de acordo com o primeiro estudo das crianças, voltado para a cultura do Brasil. “Começamos investigando as várias moedas que o nosso país já teve, como réis, cruzado, cruzeiro e real, conhecendo um pouco da história do Brasil através do dinheiro. Como conclusão desse estudo, visitamos o museu para ampliarmos esse conhecimento”, explica a professora Gisa Sá. Os funcionários do Museu do Crédito Real fizeram um tour pelo prédio explicando o funcionamento do antigo banco de Juiz de Fora. As crianças tiveram acesso a vários objetos antigos, como caixas, livros de registro de movimentações bancárias, máquinas de escrever, balanças, calculadoras etc, e as histórias de cada canto do museu ficaram registradas nas memórias. “O que eu mais gostei foi da balança. Ela era usada para medir o valor das coisas, era bem grande e podiam pesar de tudo. A moça do museu contou uma história em que eles mediam presunto e pelo peso calculavam quanto deviam pagar por ele”, lembra o aluno João Marcos Umbelino. “Gostei das moedas. São grandes, douradas e especiais. E lá tinha até um cofre antigo e notas do mundo todo”, comenta a aluna Olívia Navi. Falando em dinheiro, tema de interesse dos alunos, a aluna Beatriz Rabelo encontrou no trabalho de campo informações reais sobre o que estudou em sala de aula. “Fiz uma pesquisa sobre os réis, que era a moeda usada antigamente no Brasil. E lá no museu tem. As notas são iguais as da minha pesquisa: grandes e rasgadinhas, com o rosto de pessoas, e as moedas são quadradas”, afirma Beatriz. Segundo a professora Roberta Pascoal, o trabalho de campo foi bastante satisfatório. “Foi além das nossas expectativas, porque não foi só o estudo sobre o dinheiro, teve a questão histórica, porque as crianças perceberam como era feito o registro antigamente, que antes era tudo manual e não digital, como é hoje, as relações de troca de mercadoria, como o café, que era valioso e pagava muita coisa. Foi maravilhoso!”, conclui a professora.