Conectados

Não importa o dia, não importa a hora, não importa a distância: estamos conectados. Em poucas horas cruzamos um oceano. Em poucos minutos, falamos com qualquer pessoa, independente do país em que ela esteja. O nome disso? Globalização. Para os alunos do 9º ano é fácil entender esse processo, pois a todo o momento estão utilizando as ferramentas da globalização. Porém, para aprofundar o conhecimento desse conceito, o professor de geografia, Carlos Henrique Paiva, proporcionou aos alunos uma experiência surpreendente para os alunos realizando em sua aula uma videoconferência com o ex-aluno da escola, Lúcio Guilhón, conhecido como Lucinho, que mora com sua família em Montreal, Canadá.

A ideia da videoconferência foi da aluna Stella Maricato, que teve a oportunidade de conhecer Lúcio quando ele estudava no Saci. “Chegamos a estudar juntos no Núcleo de Jornalismo e nossas famílias são amigas. Ele mudou para o Canadá em agosto de 2016 e depois de um tempo minha visitei ele em Montreal e lá eu notei muitas diferenças em relação ao Brasil. Lá tem educação e transporte de qualidade e uma das coisas que mais me chamou a atenção foi que as pessoas sabem viver em grupo. Lá o pensamento é: se eu jogar lixo no chão não será legal com a pessoa que usar esse ambiente depois de mim. No Brasil as pessoas não pensam umas nas outras, mas lá eles são muito conscientes”, comenta Stella. O também aluno do 9º ano, Pedro Saber, não conhecia Lúcia, mas teve as mesmas impressões de Stella. “Achei conversarmos sobre a educação do Canadá, porque lá as escolas de qualidade são as públicas e são pra todo mundo. É uma realidade muito diferente da que temos no Brasil”, afirma.
Ana Cecília Vilela, mãe de Lúcio, também participou da videoconferência e trouxe realidades que impactaram não somente os alunos como também o professor de geografia. “A palestra foi melhor do que eu imaginava e, ao mesmo tempo, foi muito triste. Conhecer a realidade de outro país, saber como funciona e comparar com a nossa, saber o quanto ainda podemos e precisamos melhorar é preocupante. Conversamos sobre tudo: avanços dos meios de comunicação, dos meios de transporte e sobre os principais pontos de qualidade de vida, como segurança, emprego, violência, educação, questões econômicas, impostos... E tudo é de alto nível. Ainda precisamos melhorar muito, nos conectarmos com visões melhores sobre o mundo e sobre qualidade de vida para a população”, conclui Carlos.